Siemens Gamesa apresenta plataforma onshore com 5.8 MW de capacidade nominal

Presente na feira de negócios do Brazil Windpower, a Siemens Gamesa Renewable Energy apresentou aos congressistas e visitantes a sua nova geração de plataformas para o segmento onshore, a Siemens Gamesa 5.X. A plataforma introduz a maior capacidade nominal no portfólio onshore da Siemens Gamesa, 5.8 MW, e os maiores diâmetros de rotores, 155 e 170 metros, resultando em performance máxima em altas, médias e baixas condições de vento.

Além da nova plataforma, recentemente lançada na WindEurope 2019, a Siemens Gamesa também apresentou ao público seu portfólio de produtos e inovações da sua unidade de negócio Serviços. "Nossa escala e alcance global combinados com uma forte presença no Brasil, onde somos o líder na fabricação de turbinas eólicas por anos, permitem que trabalhemos com nossos clientes e entreguemos soluções que fazem seus projetos mais competitivos. A nova plataforma Siemens Gamesa 5.X é a última prova disso, oferecendo tecnologia confiável e incomparável produção de energia para baixar a LCoE", afirma Roberto Prida, Diretor-Geral de Onshore da Siemens Gamesa Brasil.

Além de referência global em negócios onshore, a Siemens Gamesa é destaque no mercado brasileiro e mundial pelos serviços especializados, que vão desde diagnóstico e manutenção para aumento da vida útil dos equipamentos, à serviços multimarcas e de logística.

Pela primeira vez em São Paulo, Brazil Windpower reúne setor eólico nacional

A 10ª edição do Brazil Windpower (BWP) mostrou mais uma vez o seu alto potencial de network e de impacto de marca perante o mais alto escalão do setor eólico nacional e internacional. Durante os três dias do evento, que terminou nesta quinta-feira (30), em São Paulo, o BWP propiciou debates e diagnósticos sobre os avanços e desafios da indústria eólica nacional.

“O BWP se consolidou aqui em São Paulo logo no primeiro ano. Foi um sucesso enorme de público, de capitação de patrocínios e expositores. É uma alegria muita grande fazer o BWP aqui em São Paulo. Se alguém tinha alguma dúvida, achando que seria um evento teste, ela já não existe mais. Estamos agora definitivamente na cidade de São Paulo”, afirmou Rodrigo Ferreira, presidente do Grupo Canal Energia.

O Presidente Executivo do GWEC, Ben Backwell, também fez um balanço positivo do evento e disse a energia eólica pode ser a grande catalizadora de crescimento e geração de empregos em todo o mundo. “É muito importante ver o quanto, ao longo dos últimos anos, o mercado de energia éolica no Brasil cresceu e se consolidou. Chegamos aos 10 anos do Brazil Windpower e me lembro de cada uma delas. Que venham muitos mais”, defendeu.

Principais debates e palestras

Para uma plateia composta pelas principais autoridades e executivos do setor eólico nacional e internacional, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que participou da abertura do BWP, reafirmou o compromisso com as fontes renováveis e disse que o governo pretende ampliar o diálogo com o Congresso, para assegurar maior competitividade ao setor elétrico brasileiro.

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração da ABEEólica, Renato Volponi, apresentou os principais indicadores do setor eólico nacional e defendeu a unificação dos mercados de energia livre e regulado.

Os debates do segundo dia do evento também foram bastante produtivos, e contaram com a participação de e autoridades de peso para o setor elétrico nacional. Destaque para a participação do o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, Sandoval Feitosa, que ressaltou o potencial das eólicas no Brasil e afirmou que a implementação de sistemas híbridos de geração de energia é uma grande tendência nacional e defendeu a expansão do mercado livre de energia.

Também esteve no evento o Diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, Luiz Eduardo Barata, que destacou os impactos positivos do desenvolvimento do setor eólico brasileiro para a região Nordeste.

Outra participação de peso no evento foi a do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Social - BNDES, Joaquim Levy, que ressaltou a importância do setor para o desenvolvimento nacional e disse que o BNDES tem total interesse em atuar para a expansão de toda a cadeia da indústria eólica nacional.

Debatedores defendem o fortalecimento da cadeia produtiva de energia eólica

Participantes do úiltimo painel do Brazil Windpower defenderam nesta quinta-feira (30) o fortalecimento, por meio de financiamentos e programas de incentivos governamentais, para a cadeia produtiva de energia eólica nacional.

A diretora de Produto e Marketing da GE Wind Onshore, Rosana Santos, ressatou a rápida evolução do setor no país nos últimos 10 anos, o que propiciou o aumento da demanda por componentes e subcomponentes para os aerogeradores em funcionamento no país. “Esperamo um crescimento de cerca de 2 GW a mais ao ano. A indústria de componentes e sub componentes precisa se adaptar ao crescimento virtuoso do setor, para atender a demanda eólica nacional”, afirmou

O diretor de Energia Eolica da WEG, João Paulo G. da Silva, destacou o pontencial da cadeia da indústria eólica nacional e defendeu a potencialização no mercado nacional. “Atualmente, nossos aerogeradores tem 90% de tecnologia nacional. Temos que admitir que é uma cadeia que gera muitos impreegos e riquezas para o país, principalmente no interior do Nordeste. Isso tem que ser mantido e fortalecido”, ressaltou o executivo.

O papel do BNDES no crescimento do setor foi destacada pelo gerente de compras da Siemens Gamesa, Mario Barbi Neto. “O BNDES teve um papel decisivo na evolução do setor eólico no Brasil. Nos próximos anos, temos que continuar unidos, fortalecendo cada vez mais a cadeia tecnológica nacional”, defendeu.

Marcelo Bellotti, Gerente Geral de Compras para América Latina da Wobben / Enercon, falou dos impactos do baixo crescimento do PIB brasileiro para o setor eólico. De acordo com o exectuvivo, é fundamental que haja uma rápida recuperação da economia, para que o setor eólico volte a crexcer. “O futuro é desafiador, com um PIB que cresce à taxas muito descretas. Nosso desafio para os próximos períodos é desenvolver as questões relacacionaidas à logística para instalação dos aerogedores”, defendeu.

Com moderação do consultor Jorge Luís Ferreira Boeira, o painel contou ainda com a participacao do Gerente Sênior de Compras da Vestas, Marcelo Costa.

GE detalha desafios para implementação do Conjunto Eólico Umburanas, na Bahia

A GE presentou nesta quinta-feira (30) detalhes da execução do Conjunto Eólico Umburanas, na Bahia. Durante wokshop no Brazil Windpower, técnicos da empresa falaram dos desafios para a instalação do projeto, que envolveu uma grande operação de logística para o transporte e instalação dos aerogedores.

Com investimento de R$ 1,8 bilhão, o empreendimento é formado por 18 parques eólicos com 144 aerogeradores, que acrescentam 360 MW à potência instalada total da companhia de 8.365,5 MW, sendo 900 MW oriunda de fonte eólica. “Foi um projeto bastante desafiador, mas conseguimos entregar no tempo previsto. Foi o projeto da GE com maior quantidade de funcionários, com um pico 890 trabalhadores simultâneos”, explicou o Gerente de Projetos da GE, Ivan Mello. A apresentação contou ainda com a participação do Gerente de Tecnologia da empresa, Carlos Oliveira.

Investimento em tecnologia de monitoramento digital é essencial, afirma executivo da ABB

O Gerente de Tecnologia da ABB, Julio Oliveira, destacou nesta quinta-feira (30) a importância do uso de tecnologias de informação para monitoramento em tempo real de empreendimentos eólicos. O executivo coordenou workshop no Brazil Windpower com o tema Gestão de ativos e uso de dispositivos mobile e wearables para manutenção.

Julio Oliveira destacou o processo evolutivo do setor energético nacional, que nos últimos passou por importantes mudanças tecnológicas. “O Brasil vive uma mudança radical no modelo de negócios elétrico. Num período relativamente curto o mercado mudou completamente, com a entrada de novos players no mercado brasileiro. Foi uma mudança de paradigmas, com a introdução da chamada indústria 4.0. A gente tinha uma matriz basicamente hidráulica até o final dos anos 90”, explicou.

Toda essa revolução do mercado, de acordo com o executivo, requer investimentos estratégicos em plataformas de monitoramento digital, inclusive para garantir a segurança dos dados estratégicos e operacionais dos empreendimentos. “A Cyber segurança é algo necessário dentro de uma companhia. Estamos falando de um parque eólico que funciona de forma digitalizada, passando dados em tempo real para uma plataforma de gerenciamento. Tudo isso requer proteção, então, a empresas terão que adotar alguma aplicação para proteger este funcionamento”, destacou.

Expositores aprestam tecnologia de ponta para a indústria eólica brasileira

Acesso a todas as novidades e tecnologias de ponta para a cadeia da indústria eólica foi o que as principais empresas expositoras da feira de negócios da 10ª edição do Brazil Windpower apresentaram para os visitantes. O evento, que reúne os líderes do mercado eólico nacional e internacional em São Paulo, desde esta terça-feira (28), não para de surpreender.

Dentre os destaques da feira, atenção especial para as soluções de realidade aumentada e monitoramento apresentadas pela ABB. Líder de tecnologia pioneira com uma oferta abrangente para indústrias digitais, a empresa trouxe para o Brazil Wind Power 2019 algumas novidades de seu portfólio de Power Grids. Entre os destaques escolhidos pela empresa para a feira estão os óculos de realidade aumentada, destinados a serviços de manutenção à distância, e soluções de monitoramento e análise de dados. Os produtos já fazem parte do portfólio global da ABB.

O vice-presidente de Marketing e Vendas da ABB, Glauco de Freitas, ressaltou o potencial de negócios do evento e aprovou a mudança de casa. “Inicialmente eu estava meio duvidoso sobre a vinda para São Paulo. Mas agora, percebo claramente que a vinda deste, que é o evento mais importante do setor eólico, para o centro decisório do país, foi muito acertada”, afirmou Glauco, que ressaltou ainda o aumento considerável de público e expositores no BWP.

Destaque também para o stand da Goldwind, que nesta edição apresentou a conclusão da primeira parte dos projetos dos parques eólicos Acaraú, Aracati, e Água Doce, da Energimp, que ficam nos estados de Santa Catarina e Ceará. A empresa também apresentou ao público um programa de responsabilidade social e corporativa para América do Sul, no Brasil, em parceria com a Cruz Vermelha.

Rafael Guerra, Gerente de Desenvolvimento de Negócios no Brasil da Goldwind, explicou que a empresa não possui fábrica no Brasil e atua na importação de equipamentos importados da China, de forma competitiva. O Executivo também aprovou a vinda do BWP para a capital paulista. “Tem sido fantástico. A mudança para São Paulo de fato se mostrou bastante acertada para os nossos negócios. Estamos trabalhado firmes para trazer competitividade para o mercado brasileiro”, afirmou.

Comercializadoras reforçam seu papel como mediadoras entre consumidores e geradoras

Participantes do painel Mercado Livre para energia eólica: novas experiências, aprendizados e crescimento, que ocorreu na tarde desta quarta-feira (29), no congresso do Brazil Windpower, defenderam a criação de novos mecanismos para equalizar os interesses dos produtores de energia eólica no mercado livre e os seus respectivos consumidores.

Presente no debate, a diretora de Regulação da Comerc, Ana Carla Petti, defendeu a criação de mecanismos que reduzam os impactos dos riscos para os geradores de energia eólica no país. “O papel do comercializador é desenvolver produtos que facilitem a venda e a comercialização. O nosso maior desafio, na verdade é a questão dos riscos, que precisam ser mitigados”, afirmou.

O debate contou ainda com a participação do Sócio Diretor Delta Energia, Ricardo Lisboa, do Diretor de Relações Institucionais e Regulatório da Matrix Energia Comercializadora, Ricardo Suassuna, do Sócio-diretor da Ecom Energia, José Mauricio Carvalho e do Diretor de Novos Negócios da Echoenergia, Claudio Ferreira. O moderador do debate foi o Presidente Grupo Canal Energia, Rodrigo Ferreira.

Feira de negócios do Brazil Windpower reúne maiores empresas do setor eólico nacional

Pela primeira vez em São Paulo, a 10ª edição do O Brazil Windpower mostrou mais uma vez o seu grande potencial de negócios para o setor eólico nacional. A feira de negócios do evento, que teve início nesta terça-feira (28), na capital paulista, conta com a participação de cerca de 90 expositores, representados pelas maiores empresas da cadeia produtiva da indústria de energia eólico, com a apresentação dos grandes players do mercado nacional e internacional.

Com um público de participantes com mais de 75% de poder de influência e decisão em suas empresas, os corredores da feira do BWP, como nas edições anteriores, se transformaram em um ambiente completo de networking, propiciando o fechamento de uma série de parcerias e negócios para os seus expositores.

Além da feira de negócios, os visitantes e congressistas podem participar de Workshops com conteúdo de alta qualidade, apresentados pelas principais empresas participantes do evento. Também é possível interagir e conhecer as principais novidades tecnológicas da indústria eólica, com um ambiente de ótimas oportunidades de negócio, propício a novos investidores.

BNDES que ampliar linhas de crédito para a indústria eólica, diz presidente

O Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Social - BNDES, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira (29) que 20% dos empréstimos concedidos pelo banco em 2018 foi para a chamada ‘economia verde’, da qual setor eólico está incluído. Ao participar de debate no segundo dia do Brazil Windpower, em São Paulo, Levy ressaltou a importância do setor para o desenvolvimento nacional e disse que o BNDES tem total interesse em atuar para a expansão de toda a cadeia da indústria eólica nacional.

“O BNDES considera que o aspecto sustentável é fundamental para o desenvolvimento. Temos um risco de mudanças climáticas em andamento, por isso é importante a gente mudar a maneira de produzir energia, reduzindo assim o aquecimento global. Neste sentido, o setor eólico tem um papel muito importante”, afirmou Joaquim Levy.

Levy afirmou que o BNDES teve grande participação no crescimento industrial do Brasil no setor eólico nos últimos anos e reforçou o interesse do banco em ampliar ainda mais as linhas de financiamentos para o setor como um todo. “O trabalho do BNDES no setor eólico foi de enorme sucesso nos últimos anos. Agora que ele está bem estabelecido, temos que investir em exportação, inclusive aumentando a parceria no aspecto tecnológico e industrial. Há um enorme espaço para trabalhar e firmar uma liderança neste setor, reforçando parcerias não só na questão dos parques eólicos e nos aspectos reguladores, mas também na valorização de toda a cadeia industrial do setor ”, afirmou.

Sobre os riscos diferenciados entre os mercados livre e regulados, Joquim Levy afirmou que não há diferenças significativas entre um e outro. “Estamos trabalhando para mudar a abordagem de risco do mercado livre. Entendemos que neste tipo de mercado nem tudo será contratado no setor regulado”, explicou.

Percepção positiva das eólicas nas redes sociais brasileiras é de 62%, diz ANEEL

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL mostram uma percepção positiva de 62% da população brasileira nas redes sociais sobre a geração de energia eólica no país. A informação foi passada pelo diretor a Agencia, Sandoval Feitosa, nesta quarta-feira (29), em São Paulo, no Brazil Windpower, ao participar de painel com o tema: conjuntura econômica, contratações, mercado livre e maior participação da energia eólica na matriz elétrica.

Em sua intervenção, Sandoval Feitosa ressaltou o potencial das eólicas no Brasil e afirmou que a implementação de sistemas híbridos de geração de energia é uma grande tendência nacional e defendeu a expansão do mercado livre de energia. “O mercado livre é um grande nicho de mercado para o setor eólico, dando ao consumidor o direito de escolha de contratação de energia limpa”, disse Sandoval.

Presente no debate, o Diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico –ONS, Luiz Eduardo Barata, ressaltou o potencial eólico brasileiro, especialmente da região nordeste, e afirmou que o país é privilegiado pela sua matriz energética limpa. “Estamos muito, muito satisfeitos com a operação eólica no país, especialmente no Nordeste, visto que enfrentamos há alguns anos uma situação de seca no rio São Francisco. A produção eólica tem sido fundamental na região. A introdução da eólica no Nordeste assegurou o suprimento da região, e agora estamos nos aproximando da seca, que é um período de recordes de vento no nordeste, então, graças às eólicas, provavelmente exportaremos energia para o restante do país”, ressaltou.

O Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia – MME, Ricardo Cyrino, também defendeu a modernização do mercado de energia brasileiro. “A expansão do mercado livre já é um consenso. Estamos trabalhando em conjunto com todos aqui presente, com objetivo de encontrar as melhores soluções para modernização e expansão gradativa do mercado livre”, afirmou.

Renato Volponi, Presidente do Conselho de Administração da ABEEólica, que coordenou os debates, afirmou que o futuro do mercado de energia nacional está na complementariedade das fontes. “Estamos estudando bastante a complementariedade das fontes. No futuro não deverá se falar em contratos desta ou daquela fonte, mas sim de contrato de fornecimento de energia. A variabilidade é requisito fundamental para a estabilidade, por isso, é fundamental o conceito de complementariedade entre as fontes hidráulica, eólica, biomassa e fotovoltaica”, explicou.

O debate contou ainda com as participações do presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, Rui Guilherme Altieri Silva, e do diretor de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, Erik Eduardo Rego.