ENTREVISTA COM A ANFITRIÃ GE

profile.jpg
Ser a empresa anfitriã em 2019 é ainda mais especial, pois além de ser a 10º edição da BWP, também estamos comemorando o centenário da GE no Brasil neste ano.
— Mauricio Vieira, Diretor de Vendas da GE Renewable Energy - Wind para o Brasil

A GE foi anfitriã em 2018 e será novamente em 2019. Quais são as suas expectativas para o evento este ano?

R: Ser a empresa anfitriã em 2019 é ainda mais especial, pois além de ser a 10º edição da BWP, também estamos comemorando o centenário da GE no Brasil neste ano. Sempre buscamos contribuir com as importantes discussões para todo o setor e dar visibilidade para soluções que podem ajudar a impulsionar o mercado de energia eólica no Brasil.  Esperamos chegar ao final dos 3 dias do evento com resultados e definições  que ajudem a explorar o grande potencial do setor no país.

 

Qual mudança vocês consideram relevante para o setor de 2018 para 2019? O que isso impacta no seu negócio?

R:  2018 foi um ano de retomada para o setor eólico dentro no mercado de energia brasileiro, prioritário para os negócios da GE. Ano passado, anunciamos a expansão da nossa fábrica de pás para turbinas eólicas em Pernambuco, devido à crescente demanda por aerogeradores cada vez maiores, inclusive para a Cypress, a nossa maior turbina onshore, também lançada em 2018. Isso é reflexo da demanda provocada pela retomada dos leilões, que, felizmente para todo o mercado, segue mantida para 2019, 2020 e 2021. Os projetos vão exigir turbinas maiores com maior eficiência na captação dos ventos e soluções mais completas desde o início dos projetos. Estamos prontos para atender essas demandas.

 

Qual a importância desse evento para o desenvolvimento do setor no Brasil?

R: Acredito que reunir os principais players de um setor tão importante em eventos como a Brazil Windpower, trata-se de uma responsabilidade e oportunidade única para a conexão, discussão e troca de informações essenciais para o desenvolvimento do mercado de energia eólica.

 

Qual a visão da GE sobre o futuro da eólica no Brasil?

R: Nossa expectativa é bastante otimista, pois hoje a energia eólica já é uma fonte consolidada no setor elétrico brasileiro com mais de 15GW de capacidade instalada e entrega quase 10% de toda a energia consumida no país. Há um grande potencial de projetos a serem explorados e o Brasil tem ventos excelentes que sustentam essa crescente demanda. Além disso, felizmente temos visto a evolucao das discussões sobre  o uso de tecnologias híbridas, combinando, por exemplo, eólica, solar e até mesmo os sistemas de armazenamento de energia com baterias. Acreditamos que essas soluções  vão conferir maior eficiência e melhor uso dos ativos, tanto na geração quanto na transmissão da energia.

 

O que vocês estão trazendo de novidade para 2019?

R: Vamos destacar a ampliação do nosso portfólio, que tem como objetivo proporcionar o máximo de sinergia entre as soluções de geração a partir de fontes renováveis e também integrar soluções para conexão à Rede e sistemas híbridos. Também estamos reforçando a importância da nossa área de O&M, mercado que consideramos extremamente importante para a GE.  Além disso, vamos aproveitar a oportunidade para apresentar mais detalhes da Cypress, a maior turbina onshore da GE, capaz de alcançar 5.3 MW, e que já está em operação, sendo comercializada mundialmente. 

 

 

O futuro é offshore 

A 9ª edição do Brazil Windpower foi encerrada com o debate "Existe futuro para a energia eólica offshore no Brasil?". A moderação ficou a cargo do fundador da Tecsis, Bento Koike, que provocou a plenária a imaginar se alguém, após o esforço de todos os players para consolidar o mercado onshore, imaginaria que novas fronteiras viriam e desta vez em alto mar. E ainda lançou um pedido para a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Ganoum: "Após este debate, o que acha de criarmos um novo departamento na Associação voltado para as offshores?"

De acordo com o secretário geral do GWEC, Steve Sawyer, o mercado mundial de geração de energia eólica offshore está praticamente concentrado na Europa. "Hoje há 18GW de capacidade instalada no mundo, sendo 84% dos projetos em sete países europeus,  que respondem por cerca 15GW. Os outros 16% estão espalhados por Taiwan, China, Vietnã, Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul", disse em sua apresentação. Ele complementou mostrando que o Reino Unido é o líder mundial de produção offshore, seguido da Alemanha e da China. 

O coordenador do programa de pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Mario González, mostrou a lista das empresas que lideram a produção eólica offshore. A dinamarquesa Orsted é a maior, com 17% do segmento. Em seguida aparecem, respectivamente, a alemã E.ON (8%), a alemã Innogy (7%) e a sueca Vatenfall (7%). 

González também colocou para o público a divisão do mercado entre os fabricantes de aerogeradores para offshore. Quem está a frente é a Siemens Gamesa, com quase 47% do mercado; seguido pela MHI Vestas, com 21%. A Semvion está em terceiro com 11%.

No Brasil, segundo o engenheiro de equipamentos pleno da Petrobras, Ezequiel Malateaux, já estão avançados os estudos para a implantação de um primeiro projeto.  A empresa concluiu um mapa para medir a capacidade dos ventos no litoral do Rio Grande do Norte e já cumpriu três de seis etapas para a instalação do projeto piloto. "Já fizemos a assinatura de cooperação com as universidades, o projeto conceitual e solicitamos o termo de referência junto ao IBAMA. Falta o licenciamento ambiental, construção e comissionamento, além da operação em si", analisou Malateaux. Os estudos da empresa indicam que os maiores potenciais para exploração de offshores estão nos litorais do Nordeste, Rio de Janeiro e Sul do Brasil.

Indústria eólica brasileira demonstra alta performance no BWP

Com a participação de mais de 3000 pessoas, entre palestrantes, expositores, visitantes e autoridades do setor eólico nacional e internacional, chega ao final a 9ª edição do Brazil Windpower, maior evento do setor eólico da América Latina. Durante os três dias do evento, que ocorreu no Rio de Janeiro, foram realizadas dezenas de palestras, painéis de debates, workshops, além da feira de negócios, que nesta edição contou com a participação de mais de 80 empresas, representando toda a cadeia produtiva do setor eólico nacional.

“A proposta deste ano foi bastante ousada, a gente discutiu mais questões econômicas do que técnicas do setor elétrico. Estamos muito felizes porque realmente a gente conseguiu avançar bastante, conseguimos perceber ainda mais a importância da energia eólica como fonte muito essencial da matriz, uma fonte realmente renovável, limpa, competitiva que vai realmente determinar a expansão do futuro da energia no Brasil. Neste sentido, foi um sucesso total as temáticas debatidas e os negócios da feira do BWP”, avaliou Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.

A expectativa em torno do mercado de eólica no país, segundo Gannoum, é bastante promissora. “Até o final do ano a fonte eólica deverá ocupar o posto de segunda na matriz energética nacional. Ainda estamos vivendo um efeito de curto prazo de baixa contratação de energia, mas para os próximos anos esperamos uma retomada no crescimento e na demanda, o que eu chamo de racionalidade e normalidade do mercado”, afirmou Elbia Gannoum.

Rodrigo Ferreira, presidente da UBM | Grupo CanalEnergia, também avaliou positivamente o evento e ressaltou a qualidade dos debates realizados no BWP. “Foi a melhor programação de todas as edições do BWP. Trabalhamos sob a liderança de conteúdo da ABEEólica e da GWEC (Global Wind Energy Council), inclusive nas questões internacionais, e conseguimos entregar um conteúdo que olha para o futuro, na questão da indústria 4.0, no papel das renováveis no novo mundo, no mundo de telecomunicações, um mundo mais renovável e sustentável”, ressaltou.

10ª edição do Brazil Windpower

Rodrigo Ferreira falou ainda sobre as expectavas para a próxima edição do BWP, que estará de casa nova em 2019. “A mudança para a São Paulo sempre foi um pleito da indústria eólica. Um dos nossos desafios foi encontrar espaço para um evento desta magnitude, por uma semana, na capital paulista. Mas conseguimos e o evento será no mês de maio, no Transamérica Expo Center. São Paulo é estratégico e esperamos um crescimento expressivo na participação das empresas e indústrias do setor, em sua maioria instaladas na capital paulista”, explicou Rodrigo Ferreira.

Atividades e palestras

Durante os três dias do evento as atividades contaram com a participação de nomes de peso da indústria eólica, além de autoridades do governo e das agências reguladoras. A abertura do evento, no dia 7 de agosto, contou com a presença do ministro Moreira Franco, de Minas e Energia, que destacou a importância do setor eólico para a matriz energética do país e defendeu um amplo debate sobre os marcos regulatórios para o setor eólico.

Os desafios da energia eólica no Brasil foram debatidos no segundo dia do evento, quarta-feira (08/08). Na ocasião, o Diretor Geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, defendeu a diversificação da matriz energética nacional e lembrou que elas se complementam entre si. Já o Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Tiago Barros, explicou que a definição do preço da tarifa energética é resultado de uma série de fatores envoltos a toda a cadeia de produção, geração e distribuição de energia. Também estavam presentes integrantes do Conselho de Administração CCEE, o Presidente da EPE, Reive Barros, e o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo.

Geração em alto mar

Ainda no segundo dia de debates, foi debatido o mercado Offshore. Na ocasião, o engenheiro naval Dario Giudice, da italiana Saipem, afirmou que o mercado para o segmento está em plena expansão e muitos países estão tendo suas primeiras experiências agora. A reformulação e o fortalecimento do mercado livre de energia também esteve na pauta de debates.

Feira de exposições

Como de costume, o pátio da feira do BWP foi palco para a apresentação e comercialização das principais inovações tecnológicas para o setor, todas comandadas pelas principais empresas do segmento no país.  Um exemplo disso foi a novidade trazida pela anfitriã do Brazil Windpower, a GE. A empresa apresentou ao mercado a maior turbina onshore (aerogeradores terrestres), que possui a maior capacidade de geração de energia eólica.

Sobre os organizadores

GWEC – O Global Wind Energy Council ajuda a abrir novos mercados para a energia eólica. O GWEC tem um histórico comprovado de sucesso para ajudar a construir a indústria de energia eólica nos mercados emergentes ao redor do mundo, incluindo China, Brasil, México, África do Sul e Índia.

ABEEólica - Associação Brasileira de Energia Eólica é uma instituição sem fins lucrativos, que congrega e representa a indústria de energia eólica no País, incluindo empresas de toda a cadeia produtiva.

UBM | Grupo CanalEnergia – Em junho de 2018, a UBM tornou-se parte da Informa PLC,  grupo líder em serviços de informação B2B e o maior organizador de eventos B2B no mundo.

Para saber mais e para as últimas notícias e informações, visite: www.ubmbrazil.com.br e www.informa.com.

WEG apresenta, no BWP, o seu novo aerogerador que será ofertado no próximo leilão

Tradicional parceira do Brazil Windpower, a Weg trouxe para a 9ª edição do evento um time de profissionais e especialistas para apresentar ao mercado seu novo aerogerador com capacidade para 4.0GW. Com 147 metros do rotor, o aerogerador está entre os produtos que serão ofertados pela empresa no próximo leilão, agendado para o dia 31 de agosto.

Um dos principais diferenciais da marca é o uso da tecnologia Direct Drive (aerogeradores sem caixa multiplicadora). A tecnologia garante maior performance do equipamento e menor custo operacional e de manutenção, além de facilitar a substituição de grandes componentes, que são fabricados em módulos.

Shell divulga seu próximo lançamento no Brazil Windpower 2018

Uma das principais patrocinadoras da 9ª edição do Brazil Windpower (BWP), a Shell Lubrificantes trouxe para seu estande toda a sua expertise em tecnologias de lubrificação de aerogeradores. Durante os três dias do BWP, especialistas da empresa se dedicaram para demonstrar a importância de uma lubrificação correta para o bom funcionamento dos parques eólicos, assim como os impactos que a lubrificação tem na redução de gastos com manutenções corretivas, bem como no aumento dos ganhos com o perfeito funcionamento dos equipamentos.

Também aproveitaram o ambiente de negócios da feira do BWP para divulgar o próximo lançamento da marca no Brasil, o lubrificante Shell Omala S5 Wind, um produto desenvolvido especificamente para acionamento de caixas multiplicadoras de aerogeradores. Com 10 anos de garantia, o produto já é utilizado em parques eólicos de grandes players na China e Europa.

Jantar de negócios reúne participantes do Brazil Windpower

Congressistas e patrocinadores da 9ª edição do Brazil Windpower participaram na noite desta quarta-feira (08/09), no Rio de Janeiro, de um tradicional jantar de negócios. Oferecido pela organização do evento, o jantar tem como objetivo promover a interação entre as diversas empresas do setor eólico que participam do BWP.

A Presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum, o Presidente da UBM | Grupo CanalEnergia, Rodrigo Ferreira, e o Secretário Geral do GWEC (Global Wind Energy Council), Steve Sawyer, também participaram do jantar, dentre outras autoridades e executivos. No total, estiveram presentes cerca de 320 pessoas. O jantar foi realizado na churrascaria Assador.

 

SERVIÇO:  Brazil Windpower 2018 – Conference and Exhibition
DATA: 
de 07 a 09 de Agosto
LOCAL: Centro de Convenções SulAmérica - Rio de Janeiro - RJ
MAIS INFORMAÇÕES: http://www.brazilwindpower.com.br/

Challenges and Innovations for Service Business in Brazil foi o tema do debate da Goldwind

Uma das maiores fabricantes de aerogeradores do mundo, a chinesa Goldwind também está presente no Brazil Windpower. O estande da companhia no evento conta com diversos profissionais para apresentar ao público toda a expertise da Goldwind no seguimento eólico.

Na tarde desta quarta-feira (08/08), segundo dia do BWP, a empresa realizou um debate com o tema: Challenges and Innovations for Service Business in Brazil. O workshop foi conduzido pelo Gerente Geral da Goldwind Brasil, José Eduardo Teixeira, e pelo  Gerente de Desenvolvimento Empresarial, Rafael Guerra. Em um ambiente descontraído, de troca de informações, a empresa falou sobre os desafios e inovações para os negócios e serviços no país.

“Essa é a segunda vez que participamos do BWP. A Goldwind iniciou suas atividades há pouco mais de dois anos no Brasil e para nós significa bastante estar aqui neste ambiente, mostrando nosso comprometimento com o mercado de eólica, que já está bastante consolidado no Brasil. Portanto, faz todo sentido a Goldwind estar aqui, inclusive com certeza também viremos em 2019.”
— Rafael Guerra - Gerente de Desenvolvimento Empresarial

Reforma do mercado livre de energia é inadiável, defendem palestrantes

Ao participarem do painel com o tema: Mercado Livre para Renováveis, a Presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum, e o Presidente da UBM | Grupo CanalEnergia, Rodrigo Ferreira, defenderam o fortalecimento e a expansão do mercado livre de energia. De acordo com os palestrantes, os debates a cerca da reformulação do setor é urgente e inadiável. O tema foi debatido na tarde desta quarta-feira (08/08), no segundo dia do o Brazil Windpower, que teve início nesta terça (07/08), no Rio de Janeiro.

“Nós estamos no momento mais oportuno para desenvolver o mercado livre no Brasil. A energia eólica merece este mercado”, afirmou Elbia Gannoum, mencionando os principais gargalos para ampliação do setor. Segundo ela, um dos desafios que devem ser superados é a questão do financiamento. “Ainda temos alguns desafios para superar, mas a reforma deste setor é inadiável”, reforçou Rodrigo Ferreira.

Brasil tem grande potencial eólico em alto mar, diz engenheiro naval Dario Giudice

Na opinião do engenheiro naval Dario Giudice, da italiana Saipem, que falou ao público do Brazil Windpower no workshop “Offshore Wind”, o mercado para o segmento está em plena expansão e muitos países estão tendo suas primeiras experiências agora. Índia, Turquia e a Costa Leste dos Estados Unidos são alguns exemplos mais recentes.

“O Brasil tem bom potencial para investir num futuro próximo, mas muitas pessoas dizem que não faria sentido, já que a geração onshore é muito mais barata. Acontece que o país possui recursos abundantes ao longo da costa, com fator de capacidade muito alto, o que pode acelerar a opção dos investidores. É o caso da Petrobras, que já atua no setor de óleo e gás e tem expertise em offshore”, comenta Giudice.

A tecnologia terá um papel fundamental para definir a velocidade destes investimentos, segundo o palestrante. A fundação flutuante para turbinas, recentemente patenteada, é um dos projetos pilotos em desenvolvimento que podem amenizar de forma significativa os custos. “Ainda é cedo para informar um percentual de redução, pois a Escócia acaba de inaugurar o primeiro projeto, mas só de acabar com a necessidade de uma fundação fixa, em alto mar, já conseguimos calcular que será vantajoso”, conclui o engenheiro da Saipem.     

GE apresenta a maior turbina do mercado onshore no BWP 2018

Anfitriã do Brazil Windpower, a GE montou um vultuoso estande no evento, onde são recebidos clientes e fornecedores. O espaço conta com equipes de engenheiros, consultores de venda e funcionários do departamento de qualidade da empresa, que está presente no Brasil desde 1919.

Líder de inovações tecnológicas para a aviação, redes de transmissão e aerogeradores, a empresas apresenta no evento a maior turbina do mercado onshore (aerogeradores terrestres). Para isso foi instalado um painel digital, que detalha as especificações do equipamento, além de apresentar os principais serviços e produtos da GE Brasil.

“Este é o maior evento do setor na América Latina, portanto é fundamental estarmos aqui com os maiores parceiros e clientes. Em nosso estande estamos apresentando uma grande novidade que é a maior turbina do mercado onshore (aerogeradores terrestres). Fazer isso para esse público selecionado é estratégico e nos traz vantagens quando formos negociar a oferta desse produto em leilões. O melhor lugar para este negócio é aqui.”
— Filipe Xavier - Líder de Comunicação da GE