Os desafios da energia eólica no Brasil foram tema de debates no segundo dia do Brazil Windpower

Os desafios da energia eólica no Brasil foram debatidos na manhã desta quarta-feira (08/08), no segundo dia do Brazil Windpower, que ocorre no Rio de Janeiro. Em sua nona edição, o evento reúne os principais especialistas do setor de energia eólica, nacionais e internacionais, executivos e autoridades de governo, além de aproximadamente 80 expositores, representados pelas maiores empresas da cadeia produtiva da indústria de energia eólica.

Presente no debate o presidente do Conselho de administração da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Renato Volponi, elencou os principais gargalos para a expansão do setor no país e defendeu a diversidade da matriz energética brasileira. “Não há incompatibilidade entre as fontes energéticas no Brasil. É preciso propagarmos a ideia de que ambas as fontes – biomassa, hidráulica, eólica, gás natural, óleo e carvão – são complementares umas às outras. Essa concepção é muito importante para o fortalecimento e a consolidação da matriz energética do País”, defendeu.

Sobre as estratégias de expansão das eólicas no Brasil, Volponi explicou que a implantação de novos parques eólicos no país já tem direcionamento e levará em conta os estudos que apontam as principais regiões do pais com potencial eólico. “O Caminho da expansão eólica no Brasil está traçado. Teremos parques eólicos onde há rajadas de vento. Esses caminhos já são conhecidos e mapeados”, explicou Volponi, ao ser indagado pelo moderador dos debates, Rodrigo Ferreira, Presidente do UBM | Grupo CanalEnergia.

Diversificação da matriz energética

O Diretor Geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, ressaltou que a segurança energética do país depende diretamente do mix das matrizes energéticas.  “Nós do Operador Nacional não somos contrários à nenhuma fonte, em especial às térmicas, que temos maior controle dos combustíveis fósseis. O mesmo não ocorre com a energia produzida pelas hidrelétricas, que estão condicionadas à existência de chuvas, ou às eólicas, que dependem dos ventos. Por tanto, a característica de cada fonte é levada em conta no processo de distribuição realizado pela ONS”, detalhou.

Questionado pelo moderador Rodrigo Ferreira sobre a posição do ONS sobre a questão dos prazos e montantes a serem ofertados nos leilões, Barata afirmou que o principal desafio é saber a quantidade de energia a ser contratada nos leilões. “Sou favorável ao planejamento de médio prazo. Um plano trianual é ideal e positivo para o setor inteiro. O problema é a quantidade a ser contratada. Temos que olhar com atenção essa questão, pois dela depende a segurança da transmissão de energia no Brasil”, afirmou.

 

Preço da tarifa

Presente no debate, Tiago Barros, Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), explicou que a definição do preço da tarifa energética é resultado de uma série de fatores envoltos a toda a cadeia de produção, geração e distribuição de energia. “Existem riscos no negócio que precisam ser representados nos leilões. A tarifa é resultado de uma receita com todos os ‘ingredientes’ envolvidos”, afirmou.  O desafio da ANAEEL, segundo Barros, é trabalhar para evitar a tributação exagerada do setor produtivo e ampliar a contratação por quantidade final a ser ofertada.

Palestrantes

Os debates sobre os desafios da energia eólica contaram ainda com as participações da integrante do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Talita Porto, do Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Reive Barros, e do Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo.

 

SERVIÇO:  Brazil Windpower 2018 – Conference and Exhibition
DATA: 
de 07 a 09 de Agosto
LOCAL: Centro de Convenções SulAmérica - Rio de Janeiro - RJ
MAIS INFORMAÇÕES: http://www.brazilwindpower.com.br/