Indústria eólica brasileira demonstra alta performance no BWP

Com a participação de mais de 3000 pessoas, entre palestrantes, expositores, visitantes e autoridades do setor eólico nacional e internacional, chega ao final a 9ª edição do Brazil Windpower, maior evento do setor eólico da América Latina. Durante os três dias do evento, que ocorreu no Rio de Janeiro, foram realizadas dezenas de palestras, painéis de debates, workshops, além da feira de negócios, que nesta edição contou com a participação de mais de 80 empresas, representando toda a cadeia produtiva do setor eólico nacional.

“A proposta deste ano foi bastante ousada, a gente discutiu mais questões econômicas do que técnicas do setor elétrico. Estamos muito felizes porque realmente a gente conseguiu avançar bastante, conseguimos perceber ainda mais a importância da energia eólica como fonte muito essencial da matriz, uma fonte realmente renovável, limpa, competitiva que vai realmente determinar a expansão do futuro da energia no Brasil. Neste sentido, foi um sucesso total as temáticas debatidas e os negócios da feira do BWP”, avaliou Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.

A expectativa em torno do mercado de eólica no país, segundo Gannoum, é bastante promissora. “Até o final do ano a fonte eólica deverá ocupar o posto de segunda na matriz energética nacional. Ainda estamos vivendo um efeito de curto prazo de baixa contratação de energia, mas para os próximos anos esperamos uma retomada no crescimento e na demanda, o que eu chamo de racionalidade e normalidade do mercado”, afirmou Elbia Gannoum.

Rodrigo Ferreira, presidente da UBM | Grupo CanalEnergia, também avaliou positivamente o evento e ressaltou a qualidade dos debates realizados no BWP. “Foi a melhor programação de todas as edições do BWP. Trabalhamos sob a liderança de conteúdo da ABEEólica e da GWEC (Global Wind Energy Council), inclusive nas questões internacionais, e conseguimos entregar um conteúdo que olha para o futuro, na questão da indústria 4.0, no papel das renováveis no novo mundo, no mundo de telecomunicações, um mundo mais renovável e sustentável”, ressaltou.

10ª edição do Brazil Windpower

Rodrigo Ferreira falou ainda sobre as expectavas para a próxima edição do BWP, que estará de casa nova em 2019. “A mudança para a São Paulo sempre foi um pleito da indústria eólica. Um dos nossos desafios foi encontrar espaço para um evento desta magnitude, por uma semana, na capital paulista. Mas conseguimos e o evento será no mês de maio, no Transamérica Expo Center. São Paulo é estratégico e esperamos um crescimento expressivo na participação das empresas e indústrias do setor, em sua maioria instaladas na capital paulista”, explicou Rodrigo Ferreira.

Atividades e palestras

Durante os três dias do evento as atividades contaram com a participação de nomes de peso da indústria eólica, além de autoridades do governo e das agências reguladoras. A abertura do evento, no dia 7 de agosto, contou com a presença do ministro Moreira Franco, de Minas e Energia, que destacou a importância do setor eólico para a matriz energética do país e defendeu um amplo debate sobre os marcos regulatórios para o setor eólico.

Os desafios da energia eólica no Brasil foram debatidos no segundo dia do evento, quarta-feira (08/08). Na ocasião, o Diretor Geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, defendeu a diversificação da matriz energética nacional e lembrou que elas se complementam entre si. Já o Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Tiago Barros, explicou que a definição do preço da tarifa energética é resultado de uma série de fatores envoltos a toda a cadeia de produção, geração e distribuição de energia. Também estavam presentes integrantes do Conselho de Administração CCEE, o Presidente da EPE, Reive Barros, e o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo.

Geração em alto mar

Ainda no segundo dia de debates, foi debatido o mercado Offshore. Na ocasião, o engenheiro naval Dario Giudice, da italiana Saipem, afirmou que o mercado para o segmento está em plena expansão e muitos países estão tendo suas primeiras experiências agora. A reformulação e o fortalecimento do mercado livre de energia também esteve na pauta de debates.

Feira de exposições

Como de costume, o pátio da feira do BWP foi palco para a apresentação e comercialização das principais inovações tecnológicas para o setor, todas comandadas pelas principais empresas do segmento no país.  Um exemplo disso foi a novidade trazida pela anfitriã do Brazil Windpower, a GE. A empresa apresentou ao mercado a maior turbina onshore (aerogeradores terrestres), que possui a maior capacidade de geração de energia eólica.

Sobre os organizadores

GWEC – O Global Wind Energy Council ajuda a abrir novos mercados para a energia eólica. O GWEC tem um histórico comprovado de sucesso para ajudar a construir a indústria de energia eólica nos mercados emergentes ao redor do mundo, incluindo China, Brasil, México, África do Sul e Índia.

ABEEólica - Associação Brasileira de Energia Eólica é uma instituição sem fins lucrativos, que congrega e representa a indústria de energia eólica no País, incluindo empresas de toda a cadeia produtiva.

UBM | Grupo CanalEnergia – Em junho de 2018, a UBM tornou-se parte da Informa PLC,  grupo líder em serviços de informação B2B e o maior organizador de eventos B2B no mundo.

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