Percepção positiva das eólicas nas redes sociais brasileiras é de 62%, diz ANEEL

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL mostram uma percepção positiva de 62% da população brasileira nas redes sociais sobre a geração de energia eólica no país. A informação foi passada pelo diretor a Agencia, Sandoval Feitosa, nesta quarta-feira (29), em São Paulo, no Brazil Windpower, ao participar de painel com o tema: conjuntura econômica, contratações, mercado livre e maior participação da energia eólica na matriz elétrica.

Em sua intervenção, Sandoval Feitosa ressaltou o potencial das eólicas no Brasil e afirmou que a implementação de sistemas híbridos de geração de energia é uma grande tendência nacional e defendeu a expansão do mercado livre de energia. “O mercado livre é um grande nicho de mercado para o setor eólico, dando ao consumidor o direito de escolha de contratação de energia limpa”, disse Sandoval.

Presente no debate, o Diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico –ONS, Luiz Eduardo Barata, ressaltou o potencial eólico brasileiro, especialmente da região nordeste, e afirmou que o país é privilegiado pela sua matriz energética limpa. “Estamos muito, muito satisfeitos com a operação eólica no país, especialmente no Nordeste, visto que enfrentamos há alguns anos uma situação de seca no rio São Francisco. A produção eólica tem sido fundamental na região. A introdução da eólica no Nordeste assegurou o suprimento da região, e agora estamos nos aproximando da seca, que é um período de recordes de vento no nordeste, então, graças às eólicas, provavelmente exportaremos energia para o restante do país”, ressaltou.

O Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia – MME, Ricardo Cyrino, também defendeu a modernização do mercado de energia brasileiro. “A expansão do mercado livre já é um consenso. Estamos trabalhando em conjunto com todos aqui presente, com objetivo de encontrar as melhores soluções para modernização e expansão gradativa do mercado livre”, afirmou.

Renato Volponi, Presidente do Conselho de Administração da ABEEólica, que coordenou os debates, afirmou que o futuro do mercado de energia nacional está na complementariedade das fontes. “Estamos estudando bastante a complementariedade das fontes. No futuro não deverá se falar em contratos desta ou daquela fonte, mas sim de contrato de fornecimento de energia. A variabilidade é requisito fundamental para a estabilidade, por isso, é fundamental o conceito de complementariedade entre as fontes hidráulica, eólica, biomassa e fotovoltaica”, explicou.

O debate contou ainda com as participações do presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, Rui Guilherme Altieri Silva, e do diretor de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, Erik Eduardo Rego.