Especialistas destacam impactos socioambientais dos parques eólicos brasileiros

As soluções para o futuro da energia eólica e a importância do consumo consciente das grandes empresas foi destaque no primeiro dia do BWP, em São Paulo. Para falar sobre o tema foram convidados o vice presidente do Departamento de Vendas Tecnicas MED, VESTAS, Federico Nestor Gonzalez, o presidente AES Brasil, Italo Freitas, a gerente de Energia e Eficiência da Telefônica/Vivo, Jussara Tassini, o diretor de Energia Elétrica da EPE, Fernando  Lopes e o Sócio Diretor do Instituto Totum, Erik Eduardo Rego.

Nos debates, os especialistas ressaltaram os impactos socioambientais dos projetos e parques eólicos. “Um projeto eólico instalado em uma região com altos índices de pobreza representa muito mais do que reduzir a emissão  CO2 no meio ambiente. Ele gera um grande impacto socioambiental, promovendo a imediata melhoria na condição de vida da populacao local”, explicou Italo Freitas, presidente AES Brasil. Os debates contaram com a moderação do Presidente da PSR, Luiz Barroso.

A instalação dos parques não interfere no cultivo rural destas propriedades e permite o desenvolvimento de outras atividades como agropecuária e criação de animais. Outro fator é o aproveitamento e capacitação da mão de obra local. O setor tem se mostrado cada vez mais importante para o País, tanto no sentido de ampliar a participação das energias renováveis na matriz elétrica brasileira, como para contribuir com a retomada de crescimento econômico do Brasil.

GE apresenta maior turbina eólica em operação da empresa no mundo no BWP

Reconhecida internacionalmente pela sua liderança inovadora, a GE mais uma vez fez a diferença no Brazil Windpower. A empresa trouxe para o seu stand na feira os detalhes da maior turbina onshore da GE em operação, a Cypress 5.3 MW, que está sendo comercializada globalmente e que terá fabricação também no Brasil, reforçando nosso compromisso com o país.

A GE é uma das pioneiras do setor eólico brasileiro, fornecendo soluções desde 2009, ano da realização do primeiro leilão da fonte no país, o que reforça a posição da empresa como parceira chave para a expansão da energia eólica no Brasil.

 “Quero reafirmar o comprometimento da GE com o setor elétrico, que tem nos pautado desde que instalamos nossa primeira sede no país, em 1919, ou seja, há exatos 100 anos. Mais que celebrar nosso primeiro centenário no Brasil e tudo o que foi construído até aqui, queremos usar essa data para olhar para os próximos 100 anos e continuar nossa história de parceria com todos vocês”, afirmou a presidente e CEO da GE do Brasil, Viveka Kaitila.

 

Coquetel de Confraternização

Para encerrar com chave de ouro o sucesso de público e a qualidade dos debates e workshops do primeiro dia do Brazil Windpower, foi realizado um coquetel de confraternização no Transamérica Expo Center. Na ocasião, congressistas, panelistas e expositores tiveram uma oportunidade extra de networking no evento.

Para quem desejar dar continuidade aos negócios, no período da noite, a churrascaria Fogo de Chão dará desconto especial no rodízio de carnes para os congressistas e expositores. Também será possível reservar salas para a realização de workshops e reuniões com desconto.

Descentralizar, descarbonizar e digitalizar

O futuro da geração elétrica no Brasil e no mundo está no chamado 3 Ds do setor elétrico: Descentralizar, descarbonizar e digitalizar. O assunto foi um dos painéis do primeiro dia da 10ª edição do Brazil Windpower, que teve início nesta terça-feira (28), em São Paulo.

Com apresentação do chefe de pesquisa América Latina da BloombergNEF, James Ellis, participaram dos debates o presidente Executivo do GWEC, Ben Backwell, o responsável pela Enel Green Power Brazil, Roberta Bonomi, o fundador da Utopus Insight, Balki Iyer, o presidente da ABB Brasil, e o diretor de Estratégia e Regulação da Engie Brasil Energia, Edson Silva.

Em sua intervenção, Balki Iyer ressaltou a relevância dos 3 Ds para o setor eólico e solar mundial e propôs acrescentar ao grupo o debate sobre a eletrificação. “Nos últimos anos a maior transformação que ocorreu no mundo foi por meio da eletrificação, por isso, sem dúvida, eu acrescentaria a eletrificação como estratégica neste debate ”, explicou.   Balki lembrou ainda que somente a indústria eólica e solar, movimentam cerca de 100 bilhões de dólares em todo o mundo, o que dá ao setor uma relevância incontestável.

Ministro de Minas e Energia anuncia investimentos de 400 bi no setor elétrico

Declarações foram feitas durante a abertura da 10ª edição do Brazil Windpower, que segue até quinta-feira (30), em São Paulo

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta terça-feira (28), em São Paulo, que o governo brasileiro deverá investir cerca de R$ 400 bilhões no setor elétrico nos próximos 10 anos. Deste total, R$ 226 bilhões serão destinados para a geração centralizada de energia, com previsão de implantação de mais 2 GW de geração eólica. As declarações foram feitas durante a abertura da primeira edição da Energy Week, que reúne, paralelamente, dois grandes eventos do setor elétrico brasileiro: o Energy Solutions Show e o Brazil Windpower (BWP).

Para uma plateia composta pelas principais autoridades e executivos do setor eólico nacional e internacional, o ministro reafirmou o compromisso com as fontes renováveis e disse que o governo pretende ampliar o diálogo com o Congresso, para assegurar maior competitividade ao setor elétrico brasileiro. “Renovamos nosso compromisso de continuarmos apoiando iniciativas dedicadas às fontes renováveis, com um diálogo amplo, republicano e transparente com todos os setores da sociedade, Congresso Nacional, governadores, Agências Reguladoras, associações do setor, empreendedores e a comunidades cientificas”, afirmou Bento Albuquerque.

Responsável pela realização do evento, o CEO do Grupo Canal Energia, Rodrigo Ferreira, deu as boas-vindas aos congressistas, expositores e autoridades presentes e destacou a comemoração dos 10 anos do Brazil Windpower, que ocorre pela primeira vez na capital paulista. “O nosso principal desafio é atender ao virtuoso crescimento do setor eólico brasileiro, proporcionando neste encontro uma oportunidade única de networking e impacto de marca perante o mais alto escalão do setor eólico nacional”, afirmou Rodrigo Ferreira. As edições anteriores do BWP ocorreram no Rio de Janeiro.

O presidente do Conselho de Administração da ABEEólica, Renato Volponi, apresentou os principais indicadores do setor eólico nacional e defendeu a unificação dos mercados de energia livre e regulado. “Qual o sentido de termos dois mercados distintos, fazendo a mesma coisa? O que temos hoje é o mercado livre e regulado trabalhando na mesma sinergia. Se comparamos o setor elétrico a uma teia, percebemos que existem fios que são os pilares do mercado, mas existem muitos outros que estão sem finalidade e precisam ser refeitos”, defendeu.

Na ocasião, Volponi apresentou aos participantes do evento um vídeo de boas vindas da presidente Executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, que teve que fazer uma viagem internacional inesperada para receber um prêmio. Na mensagem, Elbia apresentou os principais números do setor, que mostram que a energia eólica já é a segunda maior fonte da matriz energética nacional. “O setor eólico acaba de atingir 15,1 GW de capacidade instalada de produção no Brasil, com 602 parques eólicos, operando em 12 estados. Estes números mostram o potencial deste setor, que cumpriu um importante papel no desenvolvido socioeconômico do pais nos últimos 10 anos”, afirmou Elbia Gannoum.

O presidente Executivo do GWEC, Ben Backwell, também criticou o excesso de regulação no setor elétrico nacional e defendeu o aumento de investimentos no setor. “Precisamos de um ambiente de mercado livre no Brasil. Não há mais necessidade de intervenções do governo na regulação do setor. Estamos vivenciando um crescimento virtuoso no setor eólico e precisamos aumentar em pelo menos cinco vezes o investimento atual”, defendeu Ben Backwell.

A presidente e CEO da GE do Brasil, Viveka Kaitila, também participou da mesa de abertura do evento e destacou o potencial do mercado eólico brasileiro. De acordo com a executiva, a GE do Brasil tem investido cada vez mais em geradores híbridos, com o uso de baterias, para solucionar a intermitência da fonte eólica. O evento, que teve início nesta terça-feira (28), segue até a quinta-feira (30), no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

 

 

 

 

ENTREVISTA COM A ANFITRIÃ GE

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Ser a empresa anfitriã em 2019 é ainda mais especial, pois além de ser a 10º edição da BWP, também estamos comemorando o centenário da GE no Brasil neste ano.
— Mauricio Vieira, Diretor de Vendas da GE Renewable Energy - Wind para o Brasil

A GE foi anfitriã em 2018 e será novamente em 2019. Quais são as suas expectativas para o evento este ano?

R: Ser a empresa anfitriã em 2019 é ainda mais especial, pois além de ser a 10º edição da BWP, também estamos comemorando o centenário da GE no Brasil neste ano. Sempre buscamos contribuir com as importantes discussões para todo o setor e dar visibilidade para soluções que podem ajudar a impulsionar o mercado de energia eólica no Brasil.  Esperamos chegar ao final dos 3 dias do evento com resultados e definições  que ajudem a explorar o grande potencial do setor no país.

 

Qual mudança vocês consideram relevante para o setor de 2018 para 2019? O que isso impacta no seu negócio?

R:  2018 foi um ano de retomada para o setor eólico dentro no mercado de energia brasileiro, prioritário para os negócios da GE. Ano passado, anunciamos a expansão da nossa fábrica de pás para turbinas eólicas em Pernambuco, devido à crescente demanda por aerogeradores cada vez maiores, inclusive para a Cypress, a nossa maior turbina onshore, também lançada em 2018. Isso é reflexo da demanda provocada pela retomada dos leilões, que, felizmente para todo o mercado, segue mantida para 2019, 2020 e 2021. Os projetos vão exigir turbinas maiores com maior eficiência na captação dos ventos e soluções mais completas desde o início dos projetos. Estamos prontos para atender essas demandas.

 

Qual a importância desse evento para o desenvolvimento do setor no Brasil?

R: Acredito que reunir os principais players de um setor tão importante em eventos como a Brazil Windpower, trata-se de uma responsabilidade e oportunidade única para a conexão, discussão e troca de informações essenciais para o desenvolvimento do mercado de energia eólica.

 

Qual a visão da GE sobre o futuro da eólica no Brasil?

R: Nossa expectativa é bastante otimista, pois hoje a energia eólica já é uma fonte consolidada no setor elétrico brasileiro com mais de 15GW de capacidade instalada e entrega quase 10% de toda a energia consumida no país. Há um grande potencial de projetos a serem explorados e o Brasil tem ventos excelentes que sustentam essa crescente demanda. Além disso, felizmente temos visto a evolucao das discussões sobre  o uso de tecnologias híbridas, combinando, por exemplo, eólica, solar e até mesmo os sistemas de armazenamento de energia com baterias. Acreditamos que essas soluções  vão conferir maior eficiência e melhor uso dos ativos, tanto na geração quanto na transmissão da energia.

 

O que vocês estão trazendo de novidade para 2019?

R: Vamos destacar a ampliação do nosso portfólio, que tem como objetivo proporcionar o máximo de sinergia entre as soluções de geração a partir de fontes renováveis e também integrar soluções para conexão à Rede e sistemas híbridos. Também estamos reforçando a importância da nossa área de O&M, mercado que consideramos extremamente importante para a GE.  Além disso, vamos aproveitar a oportunidade para apresentar mais detalhes da Cypress, a maior turbina onshore da GE, capaz de alcançar 5.3 MW, e que já está em operação, sendo comercializada mundialmente. 

 

Sobre a GE:

Com quase 40.000 funcionários em mais de 80 países, a GE Renewable Energy é um negócio de U$ 15 bilhões que combina um dos mais abrangentes portfólios da indústria de energia renovável e oferece soluções completas para seus clientes, que exigem energia limpa, acessível e confiável. Combinando soluções para a geração de energia eólica onshore e offshore, aerogeradores, hidrelétricas, armazenamento de energia, usinas solares e transmissão e distribuição, além de oferecer serviços digitais e sistemas híbridos renováveis, a GE Renewable Energy já instalou mais de 400 GW de energia renovável limpa e equipou mais de 90% das concessionárias de energia em todo o mundo com suas soluções.

 

O futuro é offshore 

A 9ª edição do Brazil Windpower foi encerrada com o debate "Existe futuro para a energia eólica offshore no Brasil?". A moderação ficou a cargo do fundador da Tecsis, Bento Koike, que provocou a plenária a imaginar se alguém, após o esforço de todos os players para consolidar o mercado onshore, imaginaria que novas fronteiras viriam e desta vez em alto mar. E ainda lançou um pedido para a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Ganoum: "Após este debate, o que acha de criarmos um novo departamento na Associação voltado para as offshores?"

De acordo com o secretário geral do GWEC, Steve Sawyer, o mercado mundial de geração de energia eólica offshore está praticamente concentrado na Europa. "Hoje há 18GW de capacidade instalada no mundo, sendo 84% dos projetos em sete países europeus,  que respondem por cerca 15GW. Os outros 16% estão espalhados por Taiwan, China, Vietnã, Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul", disse em sua apresentação. Ele complementou mostrando que o Reino Unido é o líder mundial de produção offshore, seguido da Alemanha e da China. 

O coordenador do programa de pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Mario González, mostrou a lista das empresas que lideram a produção eólica offshore. A dinamarquesa Orsted é a maior, com 17% do segmento. Em seguida aparecem, respectivamente, a alemã E.ON (8%), a alemã Innogy (7%) e a sueca Vatenfall (7%). 

González também colocou para o público a divisão do mercado entre os fabricantes de aerogeradores para offshore. Quem está a frente é a Siemens Gamesa, com quase 47% do mercado; seguido pela MHI Vestas, com 21%. A Semvion está em terceiro com 11%.

No Brasil, segundo o engenheiro de equipamentos pleno da Petrobras, Ezequiel Malateaux, já estão avançados os estudos para a implantação de um primeiro projeto.  A empresa concluiu um mapa para medir a capacidade dos ventos no litoral do Rio Grande do Norte e já cumpriu três de seis etapas para a instalação do projeto piloto. "Já fizemos a assinatura de cooperação com as universidades, o projeto conceitual e solicitamos o termo de referência junto ao IBAMA. Falta o licenciamento ambiental, construção e comissionamento, além da operação em si", analisou Malateaux. Os estudos da empresa indicam que os maiores potenciais para exploração de offshores estão nos litorais do Nordeste, Rio de Janeiro e Sul do Brasil.

Indústria eólica brasileira demonstra alta performance no BWP

Com a participação de mais de 3000 pessoas, entre palestrantes, expositores, visitantes e autoridades do setor eólico nacional e internacional, chega ao final a 9ª edição do Brazil Windpower, maior evento do setor eólico da América Latina. Durante os três dias do evento, que ocorreu no Rio de Janeiro, foram realizadas dezenas de palestras, painéis de debates, workshops, além da feira de negócios, que nesta edição contou com a participação de mais de 80 empresas, representando toda a cadeia produtiva do setor eólico nacional.

“A proposta deste ano foi bastante ousada, a gente discutiu mais questões econômicas do que técnicas do setor elétrico. Estamos muito felizes porque realmente a gente conseguiu avançar bastante, conseguimos perceber ainda mais a importância da energia eólica como fonte muito essencial da matriz, uma fonte realmente renovável, limpa, competitiva que vai realmente determinar a expansão do futuro da energia no Brasil. Neste sentido, foi um sucesso total as temáticas debatidas e os negócios da feira do BWP”, avaliou Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.

A expectativa em torno do mercado de eólica no país, segundo Gannoum, é bastante promissora. “Até o final do ano a fonte eólica deverá ocupar o posto de segunda na matriz energética nacional. Ainda estamos vivendo um efeito de curto prazo de baixa contratação de energia, mas para os próximos anos esperamos uma retomada no crescimento e na demanda, o que eu chamo de racionalidade e normalidade do mercado”, afirmou Elbia Gannoum.

Rodrigo Ferreira, presidente da UBM | Grupo CanalEnergia, também avaliou positivamente o evento e ressaltou a qualidade dos debates realizados no BWP. “Foi a melhor programação de todas as edições do BWP. Trabalhamos sob a liderança de conteúdo da ABEEólica e da GWEC (Global Wind Energy Council), inclusive nas questões internacionais, e conseguimos entregar um conteúdo que olha para o futuro, na questão da indústria 4.0, no papel das renováveis no novo mundo, no mundo de telecomunicações, um mundo mais renovável e sustentável”, ressaltou.

10ª edição do Brazil Windpower

Rodrigo Ferreira falou ainda sobre as expectavas para a próxima edição do BWP, que estará de casa nova em 2019. “A mudança para a São Paulo sempre foi um pleito da indústria eólica. Um dos nossos desafios foi encontrar espaço para um evento desta magnitude, por uma semana, na capital paulista. Mas conseguimos e o evento será no mês de maio, no Transamérica Expo Center. São Paulo é estratégico e esperamos um crescimento expressivo na participação das empresas e indústrias do setor, em sua maioria instaladas na capital paulista”, explicou Rodrigo Ferreira.

Atividades e palestras

Durante os três dias do evento as atividades contaram com a participação de nomes de peso da indústria eólica, além de autoridades do governo e das agências reguladoras. A abertura do evento, no dia 7 de agosto, contou com a presença do ministro Moreira Franco, de Minas e Energia, que destacou a importância do setor eólico para a matriz energética do país e defendeu um amplo debate sobre os marcos regulatórios para o setor eólico.

Os desafios da energia eólica no Brasil foram debatidos no segundo dia do evento, quarta-feira (08/08). Na ocasião, o Diretor Geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, defendeu a diversificação da matriz energética nacional e lembrou que elas se complementam entre si. Já o Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Tiago Barros, explicou que a definição do preço da tarifa energética é resultado de uma série de fatores envoltos a toda a cadeia de produção, geração e distribuição de energia. Também estavam presentes integrantes do Conselho de Administração CCEE, o Presidente da EPE, Reive Barros, e o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo.

Geração em alto mar

Ainda no segundo dia de debates, foi debatido o mercado Offshore. Na ocasião, o engenheiro naval Dario Giudice, da italiana Saipem, afirmou que o mercado para o segmento está em plena expansão e muitos países estão tendo suas primeiras experiências agora. A reformulação e o fortalecimento do mercado livre de energia também esteve na pauta de debates.

Feira de exposições

Como de costume, o pátio da feira do BWP foi palco para a apresentação e comercialização das principais inovações tecnológicas para o setor, todas comandadas pelas principais empresas do segmento no país.  Um exemplo disso foi a novidade trazida pela anfitriã do Brazil Windpower, a GE. A empresa apresentou ao mercado a maior turbina onshore (aerogeradores terrestres), que possui a maior capacidade de geração de energia eólica.

Sobre os organizadores

GWEC – O Global Wind Energy Council ajuda a abrir novos mercados para a energia eólica. O GWEC tem um histórico comprovado de sucesso para ajudar a construir a indústria de energia eólica nos mercados emergentes ao redor do mundo, incluindo China, Brasil, México, África do Sul e Índia.

ABEEólica - Associação Brasileira de Energia Eólica é uma instituição sem fins lucrativos, que congrega e representa a indústria de energia eólica no País, incluindo empresas de toda a cadeia produtiva.

UBM | Grupo CanalEnergia – Em junho de 2018, a UBM tornou-se parte da Informa PLC,  grupo líder em serviços de informação B2B e o maior organizador de eventos B2B no mundo.

Para saber mais e para as últimas notícias e informações, visite: www.ubmbrazil.com.br e www.informa.com.

WEG apresenta, no BWP, o seu novo aerogerador que será ofertado no próximo leilão

Tradicional parceira do Brazil Windpower, a Weg trouxe para a 9ª edição do evento um time de profissionais e especialistas para apresentar ao mercado seu novo aerogerador com capacidade para 4.0GW. Com 147 metros do rotor, o aerogerador está entre os produtos que serão ofertados pela empresa no próximo leilão, agendado para o dia 31 de agosto.

Um dos principais diferenciais da marca é o uso da tecnologia Direct Drive (aerogeradores sem caixa multiplicadora). A tecnologia garante maior performance do equipamento e menor custo operacional e de manutenção, além de facilitar a substituição de grandes componentes, que são fabricados em módulos.

Shell divulga seu próximo lançamento no Brazil Windpower 2018

Uma das principais patrocinadoras da 9ª edição do Brazil Windpower (BWP), a Shell Lubrificantes trouxe para seu estande toda a sua expertise em tecnologias de lubrificação de aerogeradores. Durante os três dias do BWP, especialistas da empresa se dedicaram para demonstrar a importância de uma lubrificação correta para o bom funcionamento dos parques eólicos, assim como os impactos que a lubrificação tem na redução de gastos com manutenções corretivas, bem como no aumento dos ganhos com o perfeito funcionamento dos equipamentos.

Também aproveitaram o ambiente de negócios da feira do BWP para divulgar o próximo lançamento da marca no Brasil, o lubrificante Shell Omala S5 Wind, um produto desenvolvido especificamente para acionamento de caixas multiplicadoras de aerogeradores. Com 10 anos de garantia, o produto já é utilizado em parques eólicos de grandes players na China e Europa.