Infraestrutura elétrica precisa avançar no mesmo ritmo das renováveis para viabilizar novas tecnologias, aponta debate no Brazil Windpower 2026
Painel destaca expansão da transmissão, crescimento da demanda por eletricidade e sinais econômicos claros como fatores essenciais para acelerar a transição energética
São Paulo, 28 de outubro de 2026 - Garantir que a infraestrutura elétrica acompanhe o avanço das fontes renováveis e viabilize a incorporação de novas tecnologias foi a questão central do painel "Preparando o terreno: como esforços em transmissão e eletrificação impactam nas novas tecnologias", realizado no Brazil Windpower 2026. O debate destacou a expansão da transmissão, o crescimento da demanda por eletricidade e a criação de sinais econômicos claros como fatores determinantes para atrair investimentos e acelerar a transição energética no país.
Durante o painel, Glauco Freitas, diretor para a América Latina (Cone Sul) e diretor-geral no Brasil da Hitachi, ressaltou que a disponibilidade de energia renovável, isoladamente, não garante o atendimento às demandas futuras do sistema elétrico. "O Brasil tem uma matriz energética majoritariamente renovável, mas ainda existe uma lacuna entre a energia disponível e a capacidade de fazê-la chegar aonde é necessária. A transmissão e a eletrificação são fundamentais para conectar a geração ao consumo e viabilizar a transição energética", destacou o executivo.
Os participantes também chamaram atenção para a necessidade de combinar a maturidade técnica e regulatória já consolidada no setor elétrico brasileiro com maior agilidade na incorporação de novas tecnologias. Segundo o debate, o planejamento da infraestrutura, a aproximação entre geração e demanda e a criação de sinais econômicos mais claros serão determinantes para reduzir custos, orientar investimentos e ampliar a competitividade do país no cenário energético global.
A discussão abordou ainda a importância de fortalecer a segurança e a soberania energética nacional, preparando o sistema elétrico brasileiro para absorver novas demandas impulsionadas por tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e os veículos elétricos — tendências que devem pressionar o consumo de energia nos próximos anos e exigir planejamento antecipado por parte do seto



