Reforma Tributária traz desafios e redefine critérios de competitividade para projetos renováveis
Especialistas debatem no Brazil Windpower 2026 impactos da nova legislação sobre investimentos, contratos e previsibilidade jurídica no setor
São Paulo, 29 de outubro de 2026 - Os impactos da Reforma Tributária sobre investimentos, contratos e competitividade do setor de energias renováveis foram discutidos no painel "Reforma Tributária em vigor: efeitos sobre a competitividade dos projetos renováveis", realizado nesta quinta-feira (29) durante o Brazil Windpower 2026.
Petrus do Vale, consultor tributário da Equinor, destacou a importância da segurança jurídica para viabilizar investimentos de longo prazo no setor. "Para investimentos de longo prazo você precisa ter previsibilidade, o que a gente hoje não tem", afirmou, ao abordar a aplicação do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) a partir de 2027 e as perspectivas para o armazenamento de energia em baterias diante do novo cenário tributário.
Yuri Magalhães, consultor tributário da Engie, discutiu os mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de venda de energia e os possíveis impactos da revisão de preços durante o período de transição tributária, incluindo os reflexos sobre a relação entre geradores e distribuidoras de energia.
O debate também evidenciou que, com a reforma, os benefícios fiscais tendem a perder espaço nas decisões empresariais, enquanto fatores como eficiência operacional, produtividade e logística ganham relevância crescente na definição da competitividade dos projetos renováveis.
A sessão foi mediada por Fernanda Sá, sócia do escritório Machado Meyer, e contou ainda com a participação de Juliane Garozi Nascimento, gerente de Impostos, Projetos e Dados LATAM da Vestas.



