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Retrofit ou descomissionamento: especialistas debatem o futuro dos parques eólicos no fim do ciclo operacional

Painel do Brazil Windpower 2026 discute alternativas técnicas, econômicas e ambientais para empreendimentos eólicos que se aproximam do fim do contrato ou da vida útil



São Paulo, 28 de outubro de 2026 - Modernizar os equipamentos, estender a operação ou descomissionar as estruturas: essas são as alternativas que parques eólicos próximos do fim do contrato ou da vida útil precisam avaliar. O tema foi o centro do painel "Retrofit e descomissionamento: como se preparar para o final do contrato?", realizado durante o Brazil Windpower 2026, que reuniu especialistas para debater os desafios técnicos, econômicos, ambientais e contratuais envolvidos nessas decisões.

Com mediação de Gisela Mello, analista ambiental do Ibama, o painel contou com a participação de Ricardo Balsalobre, COO e diretor de O&M da Energimp; Maria Elisa Delgado, diretora de O&M da CPFL; Sergio Azevedo, presidente da Dois A; e Abner Pontelli, diretor-executivo e de Engenharia da Primewind.

Durante o debate, os painelistas destacaram que os custos de operação e manutenção são um fator decisivo para a competitividade dos projetos eólicos. De acordo com dados do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos (NREL), esses custos representam entre 17% e 34% do custo total da energia eólica ao longo da vida útil dos empreendimentos — um percentual expressivo que reforça a necessidade de planejamento estratégico para o encerramento ou a renovação das operações.

Ao abordar as alternativas para o fim de vida útil dos parques, Ricardo Balsalobre chamou atenção para o peso financeiro do descomissionamento nesse processo de decisão. "O custo do descomissionamento tem um peso importante na decisão sobre como encerrar a operação de um parque eólico. Nesse contexto, o tombamento controlado, já realizado nos Estados Unidos e testado por nós no Brasil, surge como uma alternativa economicamente viável", afirmou o executivo.

A discussão reforça um movimento crescente no setor eólico brasileiro, que começa a amadurecer soluções para um ciclo de desafios ainda pouco explorado no país: o que fazer com os parques eólicos pioneiros à medida que se aproximam do limite de sua vida útil operacional.

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