Segurança energética e transição: Brazil Windpower 2026 debate geopolítica, clima e o futuro do setor elétrico brasileiro
Especialistas destacam potencial do Brasil na transição energética, mas apontam necessidade de planejamento, inovação tecnológica e maior articulação entre setor privado e poder público
São Paulo, Outubro de 2026 - A transição energética envolve questões climáticas, segurança no fornecimento de energia e soberania dos países. O Brasil pode se beneficiar desse processo, mas precisa de planejamento, avanços tecnológicos e maior articulação entre o setor energético e o poder público. Esses temas foram discutidos no painel "Geopolítica, Mudanças Climáticas, Eleições e Energia: o que esperar do futuro?", realizado durante o Brazil Windpower 2026.
Laura Porto, presidenta do Conselho de Administração da ABEEólica, destacou a mudança de perspectiva sobre o tema: "A agenda de segurança energética deixa de ser uma agenda só de clima e passa a ser uma agenda de segurança". Nesse contexto, o Brasil tem potencial para aproveitar as oportunidades internacionais, associando a segurança no fornecimento de energia à competitividade.
Para Amanda Oliveira, head de Estudos de Transmissão e Distribuição da PSR, um dos desafios está em preparar o sistema elétrico para as novas demandas. A flexibilidade ganha importância nesse processo, com o uso de alternativas tecnológicas, como baterias, e a adoção de regras que contribuam para o funcionamento do mercado.
A discussão também passou pelo avanço da descarbonização, tema abordado por Fernanda Monteiro, diretora técnica de Clima e Energia do CEBDS. Já Carolina Pavese, diretora da Impacta Consultoria Estratégica, participou do debate sobre o cenário geopolítico e suas implicações para o setor.
Ao abordar as perspectivas políticas, Elbia Gannoum, presidente-executiva da ABEEólica, reforçou a necessidade de avançar da análise para a implementação: "Nós já sabemos o que temos que fazer. Nós só temos é que fazer agora". A dirigente defendeu uma atuação mais próxima dos governos, com diálogo frequente e recomendações práticas para transformar diagnósticos em ações.



