COMEÇOU! ÚLTIMAS VAGAS 

COMEÇOU! ÚLTIMAS VAGAS 

COMEÇOU! ÚLTIMAS VAGAS 

COMEÇOU! ÚLTIMAS VAGAS 

COMEÇOU! ÚLTIMAS VAGAS 

COMEÇOU! ÚLTIMAS VAGAS 

Setor elétrico avalia avanços e desafios dois anos após o apagão de 2023

Painel do Brazil Windpower 2026 discute medidas de curto prazo já adotadas e a necessidade de ações estruturantes para reforçar a segurança do fornecimento de energia



São Paulo, 28 de outubro de 2026 -  As medidas adotadas desde o apagão de 2023 e os desafios que ainda persistem para evitar novas interrupções no fornecimento de energia foram o foco do painel "Apagão de 2023: como virar essa página?", realizado durante o Brazil Windpower 2026. O encontro reuniu especialistas para avaliar os avanços alcançados na operação do sistema elétrico e identificar o que ainda precisa ser aprimorado para aumentar a segurança energética do país.

Priscila Lino, diretora-executiva de Assuntos Regulatórios e de Mercado da Auren, apresentou o tema que norteou o debate. Com mediação de Urias Neto, sócio da UMN, o painel contou com a participação de Leandro Dehon Penna, gerente de Estudos Especiais do ONS, e Roger Mendonça, gerente de Operação da Geração da Neoenergia.

Ao avaliar os avanços registrados desde o episódio de 2023, Leandro Dehon Penna ponderou sobre os limites e os progressos do setor. "Se olharmos para a história do setor elétrico, seria demais afirmar que não teremos outro apagão. Mas, em comparação com 2023, avançamos bastante. Adotamos medidas como o controle do excedente de geração e um mecanismo de respaldo na programação, semelhante ao sistema automático de corte de geração. São ações de curto prazo, e precisamos avançar em medidas mais estruturantes", afirmou o gerente do ONS.

O painel também trouxe à discussão fatores climáticos que podem agravar os riscos para o sistema elétrico nos próximos períodos. Análises da Climatempo e da Nottus indicam que o avanço do El Niño pode alterar os regimes de chuva no país, favorecendo ondas de calor e períodos mais secos. Para o setor elétrico, esse cenário acende um alerta duplo: o aumento da demanda por energia, impulsionado pelas altas temperaturas, e a maior exposição das redes de transmissão e distribuição a queimadas, temporais e outros eventos climáticos extremos.

A discussão reforça que, embora medidas emergenciais já tenham fortalecido a resposta do sistema elétrico brasileiro, o setor reconhece a necessidade de avançar em soluções estruturantes de médio e longo prazo para reduzir a vulnerabilidade da matriz energética diante de cenários climáticos cada vez mais desafiadores.

CONHEÇA AS MARCAS PATROCINADORAS

SUA EMPRESA NO MAIOR ENCONTRO EÓLICO DA AMÉRICA LATINA!