IMPRENSA BRAZIL WINDPOWER 2020

Expansão do mercado livre se dará com crescimento da geração, diz palestrante

O mercado livre só vai crescer, se o crescimento da geração crescer junto. Ele não vai crescer se ficar simplesmente comprando energia existente. A avaliação é do CEO da Comerc, Cristopher Vlavianos, que participou do painel de abertura do segundo dia de debates do Brazil Windpower, com o tema “Mercado Livre para Energias Renováveis”.

De acordo com o executivo, nos últimos três anos, o mercado de energia eólica vem crescendo e se tornando cada vez mais competitivo, especialmente em função do aumento de empreendimentos com contratações no mercado livre de energia. Além da vocação natural do país para as fontes renováveis, o CEO da Comerc avalia que a mudança na visão das empresas, com busca crescente por sustentabilidade, foi decisiva para a a expansão das fontes renováveis no Brasil, em especial para o mercado das eólicas.

“O consumidor está cada vez mais focado em sustentabilidade. As empresas estão com metas de redução de carbono. Isso é um incentivo muito grande. Algum tempo atrás, em 2006, quando íamos vender energia de fontes renováveis, o gestor considerava somente o preço. Se era um pouco mais caro, não interessava. Agora, a visão mudou, as empresas pensam em sustentabilidade e nós temos fontes competitivas aqui e com preços reduzidos”, afirmou Cristopher Vlavianos.

Moderador do painel, o Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Rodrigo Limp, elencou alguns desafios para a transição completa do mercado regulado para o mercado livre. Entre os caminhos as serem percorridos, o secretário listou a questão das incertezas com a geração distribuída, aumento das linhas de financiamento dos projetos no mercado livre, mecanismos que ampliem a segurança das contratações e o compartilhamento entre mercado regulado e livre dos custos atrelados à confiabilidade e segurança energética.

“Confiabilidade é um bem de todos. Não é exclusivamente do mercado regulado, ela beneficia a todos. Temos alguns desafios a percorrer, como a questão da separação do lastro de energia, dentre outros aspectos”, destacou.Presente no debate, a vice-presidente do Conselho de Administração e Diretora da Área de Gestão do Mercado da CCEE, Talita Porto, falou dos desafios da implementação do PLD horário, a partir de janeiro de 2021.

Participaram ainda do painel o Diretor de Relações Institucionais e Regulatório da Matrix Energia, Ricardo Suassuna, e o Managing Director - Head of Project Finance & Asset Based Finance do Santander, Edson Ogawa. 

 

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